CEM ANOS DE SOLIDÃO
Se me perguntarem qual o livro que mais gostei de ler até hoje, respondo indiscutivelmente: Cem anos de Solidão de Gabriel García Marquéz. Terminei-o na sexta, li-o devagar, saboreando cada linha, cada parágrafo, cada momento. García Marquéz é um escritor genial, com descrições escorreitas, simplesmente maravilhosas. Pode parecer entediante um livro que fala unicamente de uma família ao longo de 100 anos, mas à medida que percorremos as páginas vamo-nos apercebendo do contrário. As desventuras da família Buendía, no vilarejo perdido no mundo de Macondo, são-nos contadas com pormenores brilhantes, envolventes, tão pessoais que sentimos as personagens sussurrar-nos ao ouvido. É necessario construir uma árvore genealógica para seguir a leitura, tal é a complexidade da linhagem, 4 gerações distintas, dezenas de personagens únicas, que interagem dia a dia numa rede de emoções, anseios e frustrações. Um livro com um final sereno, quase obrigatório e previsível que nos deixa com uma sensação de saudade e abandono. Um merecido e imprescindível Nobel de Literatura.
Se me perguntarem qual o livro que mais gostei de ler até hoje, respondo indiscutivelmente: Cem anos de Solidão de Gabriel García Marquéz. Terminei-o na sexta, li-o devagar, saboreando cada linha, cada parágrafo, cada momento. García Marquéz é um escritor genial, com descrições escorreitas, simplesmente maravilhosas. Pode parecer entediante um livro que fala unicamente de uma família ao longo de 100 anos, mas à medida que percorremos as páginas vamo-nos apercebendo do contrário. As desventuras da família Buendía, no vilarejo perdido no mundo de Macondo, são-nos contadas com pormenores brilhantes, envolventes, tão pessoais que sentimos as personagens sussurrar-nos ao ouvido. É necessario construir uma árvore genealógica para seguir a leitura, tal é a complexidade da linhagem, 4 gerações distintas, dezenas de personagens únicas, que interagem dia a dia numa rede de emoções, anseios e frustrações. Um livro com um final sereno, quase obrigatório e previsível que nos deixa com uma sensação de saudade e abandono. Um merecido e imprescindível Nobel de Literatura.
9 Comments:
adoro as tuas criticas literarias e cinematograficas... uavya
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pedro, at 3:07 PM
Nunca li o Cem anos de Solidão (talvez por ser daqueles livros óbvios que eu nunca vou querer ler - depois arrependo-me, como foi com o 1984 que adorei, mas que não queria ler por ser óbvio). Mas li o Outono do Patriarca, que achei deslumbrante, no seu surrealismo carabeño.
N.
http://vidadecopy.blogspot.com
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K, at 11:19 AM
Explica "óbvio". Cem anos de solidão mereceu o prémio Nobel da Literatura, é por isso que o chamas óbvio? Mesmo "óbvio" acho que é um livro essencial. Um abraço
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My-Mind, at 12:39 PM
odeio quem escreve forjando erudição.. escreva dentro da sua capacidade e contexto, evite o ridículo.
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Anónimo, at 12:52 PM
Lol. ok fica o registo.
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My-Mind, at 12:54 PM
em relação ao Gabriel Garcia Marquez tenho um comentário a fazer. Pouco li dele, apenas um livro qe dá pelo nome de O outono do patriarca e detestei o livro. Esse que leste já me falaram muito bem dele mas nunca o li. Um outro aspecto a ter em conta é o facto de ele ser o único escritor cubano (ou quase) de quem saem livros. Porque será? Uma resposta encontrei no livro Antes que Anoiteça de Reinaldo Arenas. Nesse livro o autor acusa o escritor de se por ao lado de quem mais convém, após a revolução castrista ele, assim como muitos intelectuais, pôs-se do lado de Castro e, apesar de alguns dos seus textos não terem sido publicados, ele rendeu-se a ficar do lado de Castro. Eu não sou nem contra nem a favor dele, simplesmente não gosto de ditaduras sejam elas quais forem...
Ps: aconselho o Antes que Anoiteça, tanto o livro como o filme.
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Danyel, at 9:07 PM
Só um comentário, García Marquéz é colombiano. Eu em geral tenho gostado imenso dos livros dele. O "Antes que Anoiteça" de Reynaldo Arena, vi pela segunda vez esta sexta-feira e sempre fico tentado a ler o livro.
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My-Mind, at 2:50 AM
Tenho o livro em casa há anos, mas como tenho mania de ir comprando livros e ir lendo conforme a vontade, comecei a ler 100 ANOS DE SOLIDÃO três dias antes de embarcar para a Colômbia.
AInda não terminei de lê-lo, mas estou achando fascinante. Não compreendendo como alguém ainda não fez um filme baseado no livro!!
Estou tentando achar uma árvore genealógica da família Buendía pronta na WEB, porém está difícil!
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Claudia, at 1:28 AM
Oi Claudia, se queres a árvore genealógica da família Buendía, vai ao google imagens e voilá....
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Anónimo, at 9:23 PM
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